segunda-feira, 26 de março de 2012

Falando de Umbanda...

Nossa alma imortal

Escrito por Eliana Cristina Ferreira Janjacomo
(Publicado em 28/11/2011)
Nossa alma imortal
Olá, Amigos e Visitantes do nosso Falando de Umbanda!

Hoje vamos abordar um assunto muitas vezes ignorado, seja por sua dor, seja por negação, seja por medo.

O que é a morte e o que ela representa? Para aonde vamos? Será a morte do corpo físico o fim de tudo? Essas questões são geralmente as mais comuns.

Há também o lado sentimental. Com máxima certeza, por mais espiritualizados que possamos ser, não estamos, e acho que jamais estaremos, preparados para a aceitação da Morte.

Escrevi 'morte' com letra maiúscula para dar destaque a essa palavra e toda sua carga emocional, filosófica e religiosa.

A Umbanda é uma religião espírita, afinal lidamos o tempo todo com os sagrados orixás e as entidades.

Sendo assim, me peguei diversas vezes pensando sobre o que de fato é a morte. Creio que, na verdade, a morte não existe, pois somos seres imortais tendo uma experência na carne.

Essa é a sabedoria que venho recebendo das entidades.

Sim. Parece simples defini-la. O problema é aceitarmos quem somos na essência e o porquê de estarmos aqui.

A morte é certa para todos nós. Para alguns chega mais cedo, para outros, mais tarde. Alguns fazem sua passagem de forma tranquila, praticamente abençoada. Outros porém, são arrebatados de forma brutal, às vezes traumática ou torturante.

Vamos pensar em nossas várias encarnações como papéis que assumimos ao longo de nossa jornada espiritual. Logo, temos apenas uma chance de sermos quem somos nesta vida em específico. Por isso é importante conquistarmos e acumularmos conhecimentos diversos (e aqui não me refiro a títulos universitários, mas sim a conhecimentos que levaremos conosco para todo o sempre, tais como espiritualidade, mediunidade, natureza, arte, sentimentos e tantos outros), pois mais cedo ou mais tarde eles poderão ser acionados por nossa alma imortal.

A morte de um ente querido traz sempre uma dor profunda e uma saudade que nem sempre passa. Mas nada como o tempo para trazer conforto e esperança de dias melhores...

Por sorte tive pouca experiência em relação à perda de entes queridos, mas já vi o suficiente para afirmar que não podemos predizer ou julgar a reação das pessoas que ficam, pois aquelas que pensei que partiriam em breve, a vida as ofertou um novo prisma, um novo amor, uma nova filosofia para entender e viver a Vida.

Às vezes perdemos tanto tempo com situações insignificantes e com pessoas que só nos puxam pra baixo, que esquecemos de nos dedicar a compreender o verdadeiro sentido da Vida, a enxergarmos o que e quem está a nossa volta.

Quantas vezes passamos anos e anos juntando bens materiais e nos esquecemos que tais bens não irão conosco para o caixão, que em nossas casas há filhos, esposas, maridos e outros parentes esperando e precisando de nós.

Quanto tempo perdemos cultivando nossa vaidade, julgando os outros e cobiçando a vida do próximo...

A Vida é muito mais do que temos condições de avaliar. Existe a magia dos elementais, existe a influência do mundo espiritual, existem mediunidades, existem religiões, filosofias e culturas diferentes daquelas que estamos acostumados.

Há povos que comemoram a morte de seus entes queridos porque entendem que eles já cumpriram sua jornada nesta Terra.

No México cultua-se a Santa Morte (Santa Muerte) – uma santa muito respeitada e amada, que tem o poder de trazer proteção e solução a problemas difícieis.

Em nossa querida Umbanda temos o orixá Omulú – Senhor das Passagens entre as diversas dimensões da Vida. E justamente por isso, é a esse orixá que devemos clamar e pedir a proteção aos nossos entes queridos no momento da partida.

O fato é que cumprimos um ciclo natural: nascemos, crescemos e morremos. Isso é imutável.

Charlatanismo Religioso

Charlatanismo Religioso

Escrito por Cristiano Janjacomo
fonte:www.tendadopaibenedito.com.br
Charlatanismo Religioso
Meu sarava fraterno a você, pessoa séria e comprometida com sua religião, não importando qual seja ela. Você que vem buscar um pouquinho de conhecimento/esclarecimento em nosso portal, para aplicar em prol da Caridade, fazendo sua parte para ajudar a melhorar o mundo em que vivemos. Você que tem a verdadeira FÉ em seu coração.

Para abrir com chave de ouro nosso Falando de Umbanda de 2012, eu quero abordar um assunto que, como filho de Oxalá, me perturba muito: charlatanismo!

Primeiramente vamos ao dicionário até porque, ele tem uma definição curta, mas extremamente objetiva e que resumirá tudo o que tenho para escrever neste post:

“Charlatão: Pessoa que explora a boa-fé de alguém para com isso obter ganho ou vantagens (dinheiro, prestígio), ger. fingindo ou aparentando ter qualidades ou habilidades que na verdade não possui; IMPOSTOR; EMBUSTEIRO; TRAPACEIRO.”

Nem seria necessário falar mais nada, mas embora pareça algo obvio é impressionante a quantidade de pessoas que são enganadas pelos charlatões.

É bom lembrar que existem charlatões em todas as religiões: padres, pastores, pais e mães de santo e por aí vai. Mas vamos nos prendar nos exemplos dentro da Umbanda.

Alguns dias atrás eu recebi um e-mail aqui pelo nosso portal, onde a pessoa relatou que foi a um centro de “Umbanda” e que o vulgo pai de santo disse que ela estava sendo perturbada por espíritos de uma vida passada. Claro que ele se dispôs a ajudar essa pessoa, mas ele precisaria de R$ 3.500,00 para que fosse possível se deslocar até Salvador (BA) e lá, oferendar 77 barquinhos para Iemanjá a fim de livrar essa pessoa do mal que lhe acometia.

Fui curto e grosso em minha resposta para essa pessoa: isso se chama CHARLATANISMO, não pague, não acredite e nem mesmo volte lá. Básico!

É por este motivo que o nosso Falando de Umbanda existe. Estamos aqui exatamente para mostrar para as pessoas de dentro e fora de nossa religião, o que é a Umbanda, sua filosofia, sua base e sua real finalidade. Por isso eu sempre bato na tecla de que o médium TEM que estudar e conhecer a religião que pratica, desmistificando dogmas antigos e percebendo os rumos que a Umbanda vem tomando com o passar do tempo.

Já o charlatão (ou charlatã) sempre vai se aproveitar de um momento de fragilidade em que a pessoa vai buscar ajuda e aplica seu golpe mesquinho, através de um grande teatro e frases prontas – apenas adicionando à elas coisas de sua particularidade que sem que você perceba, ela já conseguiu obter de sua própria fala. Seja por medo, desconhecimento ou até mesmo pelo fácil favorecimento prometido pelo malandro (a), você acaba pagando valores absurdos por algo que nunca será realizado ou para piorar, que nem mesmo teria que ser feito.

Quem nunca via um cartaz no poste, um outdoor, um blog ou site onde o golpista oferece seus serviços? Hoje me dia, pasme, combinam online os valores pelo “atendimento”. Tudo muito bem montado, com fotos que realmente a primeira vista, parecem mostrar uma identidade segura e condizente com o que você procura. Mas lembre-se: os olhos geralmente veem aquilo que você quer que eles vejam e não necessariamente o que é na verdade.

Eu já me peguei pensando diversas vezes o que move uma pessoa a usar de má fé para enganar seus semelhantes. E não estou falando apenas em enganar as pessoas para ter ganhos ilícitos, mas aqui eu enquadro também as pessoas que fingem estar incorporadas ou fingem ter algum dom ou preparo que absolutamente não tem.

Será que essa criatura não percebe o quanto isso é perigoso pois pode, facilmente, causar estragos gigantescos na cabeça da uma pessoas, na estrutura de uma família e até mesmos consequências ainda mais graves. Será que esse(a) picareta não tem um pingo de discernimento para perceberem que com a fé alheia não se brinca? Será que essa pessoa que utiliza de forma completamente errada a fé, sabe o que a aguarda lá do outro lado? Ou será que pensa que sairá ilesa de punição no astral por ter enganado, roubado e agido de má fé com seus semelhantes?

Já aproveito para deixar aqui esta pergunta e gostaria muito de sua participação em nosso Post: para você, o que pensa um(a) charlatão(ã)???

Para nós que lutamos pela Umbanda, honramos e amamos a Umbanda, o charlatanismo é algo inaceitável. Para mim, em particular, o charlatanismo é uma doença dentro de qualquer religião e deve ser combatido. E quem nunca conheceu um charlatão que levante a mão!

Se você está procurando ajuda, a Umbanda está de braços abertos para ajudar no que for possível, sem lhe cobrar nada em troca – nem mesmo sua conversão religiosa (e isso eu já disse em posts anteriores). Então, se você entrar em um terreiro e vierem com uma conversa de lhe ajudar, mas para isso será necessário que você pague um determinado valor, saiba que ali – definitivamente – não é pratica a Umbanda e já lhe deixo minha sugestão: corra e não volte lá nunca mais!

Não acredite em favorecimento fácil. Não acredite que alguém seja capaz de lhe trazer o que ou quem foi perdido. Grave isto que vou passar agora e você não correrá qualquer risco: A UMBANDA NÃO COBRA POR TRABALHOS, NÃO LHE TRARÁ DE VOLTA A PESSOA QUE FOI EMBORA E NÃO LHE ENRIQUECERÁ. Aprenda que tudo nesta vida é conquistado por merecimento, pois nem tudo o dinheiro é capaz de comprar.

Aos charlatões e charlatãs de plantão, desejo sinceramente que Oiá-Tempo zele por vocês, dia e noite, absorvendo toda essa falsa fé para que Oxalá possa – finalmente – entrar em seu coração e mostrar que mais vale prestar a caridade do que enganar as pessoas. Que nossa Mãe Obá, descarregue todo esse péssimo conhecimento errôneo que você aprendeu. Ainda há tempo de mudar. Pense nisso!

Lembro de uma frase que me marcou bastante do livro “O Guardião da Meia Noite” de Rubens Saraceni: “Exu não pune um inocente, mas também não perdoa um culpado”.

Agradeço pelas mensagens que temos recebido de nossos amigos facebookianos e àqueles que nos mandam e-mails e participam de nossos posts. Ficamos verdadeiramente lisonjeados pelas palavras motivadoras e são vocês que nos movem a continuar este projeto de divulgação e esclarecimento de nossa amada Umbanda. Muito obrigado mesmo!

Que nosso Pai criador de tudo e de todos, Sua justiça divina e Sua lei maior, juntamente com nossos Pais e Mães Orixás nos abençoe hoje e sempre, iluminando nossa caminhada e afastando de nós e de nossas Casas os golpistas, charlatãs e charlatões.

Que assim seja e assim será!
Obs.: Este texto poderá ser divulgado livremente, desde que mantida a citação de fonte (www.tendadopaibenedito.com.br) e autoria (Escrito por Cristiano Janjacomo). Respeite os direitos autorais!

Velas


Para agilizar os resultados de um pedido é preciso observar as cores das velas, a fase da lua e a hora em que deverão ser acesas. A unção das velas deve ser rigorosamente observada: Com os dedos polegar e médio e usando um óleo que seja compatível com a magia desejada, unte a vela do pavio para a base quando desejar trazer algo. Para afastar algo o processo de unção deve começar da base e subir ao topo ou pavio da vela, enquanto se mentaliza o desejo.

Na Magia, as velas são usadas para aumentar o poder de um encantamento ou para influenciar um poder em particular. Elas simbolizam a transformação da vontade em energia, elevando-a ao plano astral. Você pode notar que enquanto a vela é consumida, ela vai desaparecendo, evaporando-se.

As velas são por vezes usadas juntamente com ervas e outros auxiliares dos encantamentos, todos apontando para um objetivo em comum. Escolha a vela que corresponde ao seu objetivo e com seu athame grave nela os seus desejos. Para isso você pode usar siglas, símbolos, abreviações e tudo mais que lhe convém. Depois, use um óleo apropriado para ungir vela, que pode ser o "Óleo Sagrado" ou qualquer óleo que tenha o objetivo em comum com o do encantamento. Não unte o pavio da vela.

Para untar uma vela, espalhe um pouco do óleo na sua mão de poder (a mão que mais usa) e esfregue a vela com movimentos circulares ou em espiral. Se desejar que alguma coisa venha até si, esfregue a vela da ponta para a base. Se desejar remover algo, esfregue da base para a ponta. Role a vela sobre as ervas correspondentes e coloque-a finalmente no castiçal. Suspenda as mãos dos lados da vela e mentalmente envie seus pensamentos para ela. Depois, acenda a vela dizendo: "Vela de poder, vela de força, cria os meus desejos aqui nesta noite. Poder, flui do fogo desta vela. Traz-me o desejo do meu coração. As minhas palavras têm força, a vitória está ganha. Assim digo, Assim seja! Este encantamento está feito. "A vela não deve ser apagada. Ela deve arder até o fim. É normal que ela evapore totalmente, mas caso haja vestígios da vela, retire-os com o athame cuidadosamente e jogue-os em água corrente ou em um jardim. As cores das velas e seus significados:


É a mistura de todas as cores; Alinhamento espiritual, limpeza, saúde, verdade, poder, pureza grandes realizações na vida, totalidade; Usada em rituais que envolvam a energia lunar. Paz de espírito, pureza, sinceridade. Uso geral para agradecimento e meditação - Lua.


Intelecto, criatividade, unidade, trazendo o poder da concentração e da imaginação para o ritual; use em rituais onde você deseja obter dos outros uma confidencia ou persuadir alguém. Simboliza também a energia solar. Ação, atração, inspiração e mudanças súbitas. Alegria, entusiasmo, estudo, novos emprendimentos, dinheiro.


(Dourada) Ativa a compreensão e atrai as influências dos poderes cósmicos; beneficia rituais para atrair dinheiro ou sorte rápida. Simboliza também a energia solar. Poderes divinos masculinos.


Favorece o romance, a amizade; é uma cor usada em rituais para desenvolver sentimentos afetuosos; cor da feminilidade, honra, serviço, e favorece o diálogo em mesas de refeição familiar. Despertar espiritual, cura de espírito e comunhão. Relacionamentos afetivos, amor e fraternidade - Vênus.


Saúde, energia, potência sexual, paixão, amor, fertilidade, força, coragem, vontade de poder; aumenta o magnetismo em um ritual; Energia dos signos de Áries e escorpião. Para a conquista do medo ou da preguiça. Quando nossa coragem precisa de uma força ou energia . Solução urgente - Marte.


(Cinza ou prata) Remove a negatividade e encoraja a estabilidade; ajuda a desenvolver as habilidades psíquicas. Atrai a energia da Grande Mãe. Vitória, meditação, poderes divinos femininos.



Poder, sucesso, idealismo, progresso, proteção, honras, quebra de má sorte, afasta o mal, adivinhação, altas manifestações psíquicas; ideal para rituais de independência, contato com entidades astrais. Energia de Netuno. Para espiritualidade, transmutação, canalização, comunicação com mestres e meditação - Urano.



(Magenta) Combinação de vermelho com violeta, esta cor oscila com alta freqüência; para rituais que necessitem de uma ação rápida ou um poder bem elevado ou uma saúde espiritual requerida; rápidas mudanças, cura espiritual e exorcismo.



Cor da terra, equilíbrio; para rituais de força material; elimina a indecisão, atrai o poder da concentração, estudo, telepatia, sucesso financeiro. Serve também para encontrar objetos que foram perdidos.


(Índigo) Cor da inércia; para parar pessoas ou situações; use em um ritual que requeira um elevado estado de meditação; Neutraliza a magia lançada por alguém, quebra maledicência, mentiras ou competição indesejável. Equilíbrio do Karma. Energia de Saturno.



(Azul Royal) Promove a alegria e a jovialidade; use para atrair a energia de Júpiter ou para qualquer energia que você queira potencializar.



Cor espiritual; ajuda nas meditações de devoção e inspiração; traz paz e tranqüilidade para a casa. Irradia a energia do signo de Aquário; Sintetiza as situações.



Cor primária e espiritual para rituais que necessitem de harmonia, luz, paz, sonhos e saúde. Simboliza a verdade, inspiração, sabedoria, poder oculto, proteção, compreensão, fidelidade, harmonia doméstica e paciência. Trabalho, sucesso, compreensão, tranqüilidade e honestidade. Transparência nas relações de trabalho e negócios - Júpiter.


(Esmeralda) Importante componente num ritual Venusiano; atrai amor, fertilidade e relação social.



(Verde Escuro) Cor da ambição, cobiça, inveja e ciúme; coloca as influências destas forças num ritual.




Promove prosperidade, fertilidade, sucesso, abundância, generosidade, casamento, equilíbrio; estimula rituais para a boa sorte, dinheiro, harmonia e rejuvenescimento. Pedidos relacionados com saúde e estabilidade - Vênus.



(Cinza claro) Cor neutra, ajuda a meditação; na magia, esta cor simboliza confusão, mas também nega ou neutraliza a influência negativa.



Abre os níveis do inconsciente; usado em ritual para induzir um estado de meditação; simboliza também a negatividade a ser banida, no caso de rituais de devolução, reversão, desdobramento, anulação de forças negativas, discórdia, proteção, libertação, repelindo a magia negra e formas mentais negativas. Atrai a energia de Saturno.



Para se conectar com as energias sutis será necessário criar uma atmosfera adequada. Isto significa estar limpo fisicamente e espiritualmente, além de ter um espaço onde realiza seus rituais. Antes de começar a acender incensos e velas pela casa esteja em sintonia com seu desejo e com seu corpo físico. A respiração também é muito importante, pois libera de tensões e facilita a concentração

O ATO DE BATER CABEÇA

 


O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.
Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega.
Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento (p.e., à Mãe-Terra que, através de seus mistérios, nos dá tudo o que nos sustenta e mantém).
Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são representadas tanto pelo congá ou congar, como por pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.
A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.



pesnochao
POR QUE TIRAR OS SAPATOS NA HORA DE SE ENTRAR NO TERREIRO?Norberto Peixoto
Nós, umbandistas, consideramos o terreiro e congá, um lugar imantado, Sagrado, onde foram fixadas certas forças ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forças ou ordens superiores dos Orixás, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele para movimentação e renovação permanente do Axé - força mantenedora da corrente mediúnica.
Tudo isto objetivando "facilitarmos" a descida vibratória dos Guias espirituais e haver o intercâmbio em uma egrégora elevada, propiciatória para a ligação fluídica com os médiuns.
Assim, é de obrigação de todos tirar o calçado, visto este objeto ser "anti-higiênico", pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por estarmos em ligação com certas encruzilhadas de rua que passamos, sabendo-se que estes locais profanos são escoadouro natural das vibrações negativas ou ondas mentais coletivas eletromagnéticas,
densas e altamente materializadas, muitas vezes alimentadas pelos nefastos despachos que alimentam os planos inferiores do astral.

*em nosso Templo, solicitamos aos consulentes que, por gentileza, tirem seu calçado ao adentrar na área do congá, até porque isso facilita o descarrego das energias negativas, uma vez que nossos pés agem como fio terra. (T.U.V.A)

grande pai.jpg

De Joelhos Sim !!!

Gero Maita

Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento. É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam em seus rituais o Ajoelhar , exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelho fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote, frente ao plano espiritual superior. A implantação do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele; e para passar à assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha como instrumento de trabalho dos bons espíritos. Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, "auto-suficientes" , que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas "qualidades" e minimizando as virtudes alheias. Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência, de aparente inferioridade. Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração. Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito é para seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba. Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí, meus irmãos, é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda , e assim, dando luz a estas pessoas e reconduzindo- as ao rebanho Divino.

Joelhos ao chão sim !!!!

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ACENDER VELAS

A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a "energia ígnea", tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão... A Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com os elementos da natureza: - água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral. A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida. Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto. e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos. O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos feitos.

(desconhecemos o autor)

vela2.jpg

A vela representa e com ela se está firmando os quatro elementos:

parafina= terra

liquido( parafina derretida)=água

pavio aceso= fogo

parafina evaporando=ar

vela3.jpg

Temos a representação perfeita do homem que feito destes elementos tem o corpo a alma, a aura na radiação do calor e acima de tudo a luz na cabeça sincrética representada pelo pavio, simbolismo que se usado por uma vontade poderosa tem força criadora pois a "imaginação” é, como diz o filósofo, um atributo dos deuses, pois só ela pode criar.( Abarepayê)


domingo, 11 de março de 2012

Oxum



 

Nome de um rio em Oxogbô, região da Nigéria, em Ijexá. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum domina os rios e as cachoeiras, imagens cristalinas de sua influência: atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas.
Oxum é conhecida por sua delicadeza. As lendas adornam-na com ricas vestes e objetos de uso pessoal Orixá feminino, onde sua imagem é quase sempre associada a maternidade, sendo comum ser invocada com a expressão "Mamãe Oxum". Gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.
Filha predileta de Oxalá e Yemanjá. Nos mitos, ela foi casada com Oxossi, a quem engana, com Xangô, com ogum, de quem sofria maus tratos e xangô a salva.
Seduz Obaluaiê, que fica perdidamente apaixonado, obtendo dele, assim, que afaste a peste do reino de Xangô. Mas Oxum é considerada unanimente como uma das esposas de xangô e rival de Iansã e Obá.
Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro (na África seu metal era o cobre), riqueza e do amor, foi rainha em Oyó, sendo a sua preferida pela jovialidade e beleza.
À Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. Oxum é essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto. Desempenha importante função nos ritos de iniciação, que são a gestação e o nascimento. Orixá da maternidade, ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura.
Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Fecundidade e fertilidade são por extensão, abundância e fartura e num sentido mais amplo, a fertilidade irá atuar no campo das idéias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento. Oxum é o orixá da riqueza - dona do ouro, fruto das entranhas da terra. É alegre, risonha, cheia de dengos, inteligente, mulher-menina que brinca de boneca, e mulher-sábia, generosa e compassiva, nunca se enfurecendo. Elegante, cheia de jóias, é a rainha que nada recusa, tudo dá. Tem o título de iyalodê entre os povos iorubá: aquela que comanda as mulheres na cidade, arbitra litígios e é responsável pela boa ordem na feira.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação até o momento do parto, onde Iemanjá ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus Pais e Mães de cabeça. Oxum continua ainda zelando pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
É o orixá do amor, Oxum é doçura sedutora. Todos querem obter seus favores, provar do seu mel, seu encanto e para tanto lhe agradam oferecendo perfumes e belos artefatos, tudo para satisfazer sua vaidade. Na mitologia dos orixás ela se apresenta com características específicas, que a tornam bastante popular nos cultos de origem negra e também nas manifestações artísticas sobre essa religiosidade. O orixá da beleza usa toda sua astúcia e charme extraordinário para conquistar os prazeres da vida e realizar proezas diversas. Amante da fortuna, do esplendor e do poder, Oxum não mede esforços para alcançar seus objetivos, ainda que através de atos extremos contra quem está em seu caminho. Ela lança mão de seu dom sedutor para satisfazer a ambição de ser a mais rica e a mais reverenciada. Seu maior desejo, no entanto é ser amada, o que a faz correr grandes riscos, assumindo tarefas difíceis pelo bem da coletividade. Em suas aventuras, este orixá é tanto uma brava guerreira, pronta para qualquer confronto, como a frágil e sensual ninfa amorosa. Determinação, malícia para ludibriar os inimigos, ternura para com seus queridos, Oxum é, sobretudo a deusa do amor.
O Orixá amante ataca as concorrentes, para que não roubem sua cena, pois ela deve ser a única capaz de centralizar as atenções. Na arte da sedução não pode haver ninguém superior a Oxum. No entanto ela se entrega por completo quando perdidamente apaixonada afinal o romantismo é outra marca sua. Da África tribal à sociedade urbana brasileira, a musa que dança nos terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é tão amada quanto à divina mãe que concede a valiosa fertilidade e se doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra brilhar”, mas Oxum é o próprio brilho em orixá.
A face de Oxum é esperada ansiosamente por sua mãe, que para engravidar leva ebó (oferenda) ao rio. E tal desespero não é o de Iemanjá ao ver sua filhinha sangrar logo após nascer. Para curá-la a mãe mobiliza Ogum, que recorre ao curandeiro Ossãe, afinal a primeira e tão querida filha de Iemanjá não podia morrer. Filha mimada, Oxum é guardada por Orumilá, que a cria.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo em que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês.Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão místico Iorubano.
Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás Iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
Tudo que sai da boca dos filhos da Oxum deve ser levado em conta, pois eles têm o poder da palavra, ensinando feitiços ou revelando presságios.
Desempenha importante papel no jogo de búzios, pois à ela quem formula as perguntas que Exú responde.
No Candomblé, quando Oxum dança traz na mão uma espada e um espelho, revelando-se em sua condição de guerreira da sedução. Ela se banha no rio, penteia seus cabelos, põe suas jóias e pulseiras, tudo isso num movimento lânguido e provocante.
Características


Cor
Azul (Em algumas casas: Amarelo)
Fio de ContasCristal azul. (Em algumas casas: Amarelo)
ErvasColônia, Macaçá, Oriri, Santa Luzia, Oripepê, Pingo D’água, Agrião, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso; Vassourinha, Erva de Santa Luzia, e Jasmim (Estas últimas três não servem para banhos) (Em algumas casas: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro, Manjericona, Erva Sta. Maria).
SímboloCoração ou cachoeira
Pontos da NaturezaCachoeira e rios (calmos)
FloresLírio, rosa amarela.
EssênciasLírio, rosa.
PedrasTopázio (amarelo e azul).
MetalOuro
SaúdeÓrgãos reprodutores (femininos), coração.
PlanetaVênus (Lua)
Dia da SemanaSábado
ElementoÁgua
ChakraUmbilical (Frontal)
SaudaçãoAi-ie-iô (ou Ora Ieiêô)
BebidaChampanhe
AnimaisPomba Rola.
ComidasOmolocum. Ipeté. Quindim (Em algumas casas: banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe)
Numero5
Data Comemorativa8 de dezembro
Sincretismo:Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.
Incompatibilidades:abacaxi, barata
Qualidades:Apará, Ijimum, Iápondá, Ifé, Abalu, Jumu, Oxogbo, Ajagura, Yeye Oga, Yeye Petu, Yeye Kare, Yeye Oke, Yeye Oloko, Yeye Merin, Yeye Àyálá, Yeye Lokun, Yeye Odo


Atribuições
Ela estimula a união matrimonial, e favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material. Atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.
As Características Dos Filhos De Oxum
Os filhos de Oxum amam espelhos, jóias caras, ouro, são impecáveis no trajar e não se exibem publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta, do cabelo e, as mulheres, da pintura.
As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza.
Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social".
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante.
Os filhos de Oxum têm tendência para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sExúal intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Representam sempre o tipo que atrai e que é, sempre perseguido pelo sexo oposto. Aprecia o luxo e o conforto, é vaidoso, elegante, sensual e gosta de mudanças, podendo ser infiel. Despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. São boas donas de casa e companheiras.
São muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranqüilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.
O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente, porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Pode vir a ser interesseiro e indeciso, mas seu maior defeito é o ciúme. Um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
É muito desconfiado e possuidor de grande intuição que muitas vezes é posta à serviço da astúcia, conseguindo tudo que quer com imaginação e intriga. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
Entretanto, ás vezes, parecem esquecer um objetivo que antes era tão importante, não se importando mais com o mesmo. Na realidade, estará agindo por outros caminhos, utilizando outras estratégias.
Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade
Cozinha ritualística


Omolocum
Feijão fradinho cozido, passado no azeite de dendê com salsa picada e camarão seco também picado ou ralado. Coloca-se em tigela de louça branca, acrescentando de ovos cozidos por cima.
Com canjica branca
Canjica branca cozida em água pura sem sal e feijão fradinho cozido em água pura sem sal. Coloca-se, numa tigela de louça branca, uma camada de canjica, uma camada de feijão fradinho e, por cima, 3 ovos cozidos cortados em rodelas.

Lendas de Oxum

Como Oxum Conseguiu Participar Das Reuniões Dos Orixás Masculinos
Logo que todos os Orixás chegaram à terra, organizavam reuniões das quais mulheres não podiam participar. Oxum, revoltada por não poder participar das reuniões e das deliberações, resolve mostrar seu poder e sua importância tornando estéreis todas as mulheres, secando as fontes, tornando assim a terra improdutiva. Olorum foi procurado pelos Orixás que lhe explicaram que tudo ia mal na terra, apesar de tudo que faziam e deliberavam nas reuniões. Olorum perguntou a eles se Oxum participava das reuniões, foi quando os Orixás lhe disseram que não. Explicou-lhes então, que sem a presença de Oxum e do seu poder sobre a fecundidade, nada iria dar certo. Os Orixás convidaram Oxum para participar de seus trabalhos e reuniões, e depois de muita insistência, Oxum resolve aceitar. Imediatamente as mulheres tornaram-se fecundas e todos os empreendimentos e projetos obtiveram resultados positivos. Oxum é chamada Iyalodê (Iyáláòde), título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre as mulheres da cidade.
Como Oxum Criou O Candomblé
Foi de Oxum a delicada missão dada por Olorum de religar o orum (o céu) ao aiê (a terra) quando da separação destes pela displicência dos homens. Tamanho foi o aborrecimento dos orixás em não poder mais conviver com os humanos que Oxum veio ao aiê (a terra) prepará-los para receber os deuses em seus corpos. Juntou as mulheres, banhou-as com ervas, raspou e adornou suas cabeças com pena de Ecodidé (um pássaro sagrado), enfeitou seus colos com fios de contas coloridas, seus pulsos com idés (pulseiras), enfim as fez belas e prontas para receberem os orixás. E eles vieram. Dançaram e dançaram ao som dos atabaques e xequerês. Para alegria dos orixás e dos humanos estava inventado o Candomblé.
Oxum É Destemida Diante Das Dificuldades Enfrentadas Pelos Seus
  1. Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura. Assim a cidade fica livre da fome e miséria.
  2. Oxum enfrenta o perigo quando Olorum, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior levando um ebó, para suplicar ajuda. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Oxalufã e as crianças que encontra. Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que lhe queima, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olorum. E consegue seu objetivo pela comoção de Olorum.
  3. Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã. Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá.
  4. Com grande compaixão, Oxum intercede junto a Olorum para que ele ressuscite Obaluaiê, em troca do doce mel da bela orixá.
  5. E ela garante a vida alheia também ao acolher a princesa Ala, grávida, jogada ao rio por seu pai. Oxum cuida da recém-nascida, a querida Oiá.
A Riqueza De Oxum
Com suas jóias, espelhos e roupas finas, Oxum satisfaz seu gosto pelo luxo. Ambiciosa, ela é capaz de geniais estratagemas para conseguir êxito na vida. Vai à frente da casa de Oxalá e lá começa a fazer escândalo, caluniando-o aos berros, até receber dele a fortuna desejada para então se calar. E assim Oxum torna-se "senhora de tanta riqueza como nenhuma outra Yabá (Orixá feminino) jamais o fora".
Os Amores De Oxum
Oxum luta para conquistar o amor de Xangô e quando o consegue é capaz de gastar toda sua riqueza para manter seu amado.
Ela livra seu querido Oxossi do perigo e entrega-lhe riqueza e poder para que se torne Alaketu, o rei da cidade de Ketu.
Oxum provoca disputa acirrada entre dois irmãos por seu amor: Xangô e Ogum, ambos guerreiros famosos e poderosos, o tipo preferido por ela. Xangô é seu marido, mas independente disso, se um dos dois irmãos não a trata bem, o outro se sente no direito de intervir e conquistá-la. Afinal Oxum quer ser amada e todos sabem que ela deve ser tratada como uma rainha, ou seja, com roupas finas, jóias e boa comida, tudo a seu gosto. A beleza é o maior trunfo do orixá do amor. Como esposa de Xangô, ao lado de Obá e Oiá, Oxum é a preferida e está sempre atenta para manter-se a mais amada.
Como Oxum Conseguiu O Segredo Do Jogo De Búzios
Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Exú e este não queria lhe revelar. Oxum foi procurá-lo. Ao chegar perto do reino de Exú, este desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Exú se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico que ao cair nos olhos de Exú o cega e arde muito. Exú gritava de dor e dizia;
- Eu não enxergo nada, cadê meus búzios?
Oxum fingindo preocupação, respondia:
- Búzios? Quantos são eles?
- Dezesseis, respondeu Exú, esfregando os olhos.
- Ah! Achei um, é grande!
- É Okanran, me dê ele.
- Achei outro, é menorzinho!
- É Eta-Ogundá, passa pra cá...
E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios, Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividí-lo com Exú.


Conta-nos outra lenda, que para aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, Oxum, foi procurar Exú. Exú, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exú durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.
E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exú lhe ensinará e conseqüentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Exú. Findando os sete anos, Oxum e Exú, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá. Em um belo dia, Xangô que passava pelas propriedades de Exú, avistou aquela linda donzela que penteava seus lindos cabelos a margem de um rio e de pronto agrado, foi declarar sua grande admiração para com Oxum. Foi-se a tal ponto que Xangô, viu-se completamente apaixonado por aquela linda mulher, e perguntou se não gostaria de morar em sua companhia em seu lindo castelo na cidade de Oyó. Oxum rejeitou o convite, pois lhe fazia muito bem a companhia de Exú. Xangô então irritado e contrariado, seqüestrou Oxum e levou-a em sua companhia, aprisionando-a na masmorra de seu castelo. Exú, logo de imediato sentiu a falta de sua companheira e saiu a procurar, por todas as regiões, pelos quatro cantos do mundo sua doce pupila de anos de convivência. Chegando nas terras de Xangô, Exú foi surpreendido por um canto triste e melancólico que vinha da direção do palácio do Rei de Oyó, da mais alta torre. Lá estava Oxum, triste e a chorar por sua prisão e permanência na cidade do Rei. Exú, esperto e matreiro, procurou a ajuda de Orumilá, que de pronto agrado lhe cedeu uma poção de transformação para Oxum desvencilhar-se dos domínios de Xangô. Exú, através da magia pode fazer chegar as mãos de sua companheira a tal poção. Oxum tomou de um só gole a poção mágica e transformou-se em uma linda pomba dourada, que voou e pode então retornar em companhia de Exú para sua morada.

Para que "Bater Cabeça"?

O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.
Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade.

Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento.
Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo congá.

Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para os sacerdotes, sacerdotisas ou os mais velhos na religião.

Saudação diante do Congá:


Peço Força ao nosso Pai Oxalá
Peço Benção aos Pais e Mães desta Casa
Saúdo minha coroa diante do Pai Maior
Salve!

Saudar tocando no chão.

Acreditavam os nagô que existiam nove espaços (planos) no além. Entre os quatro superiores e os quatro inferiores, havia um plano intermediário que se localizava (exatamente) no espaço ocupado por nosso planeta; esse seria o plano astral terrestre. Era através desse espaço que chegavam à Terra os orixás e ancestrais vindos dos vários outros planos.

Surgiam, pois, para os nagô, os orixás e ancestrais de dentro da Terra. Assim, quando desejam chamar os orixás, os nagôs tocavam três vezes os solo (após o nome do orixá ser pronunciado).

O solo diante dos tambores também era tocado (antes ou depois de tocarem com os dedos o próprio atabaque), afinal, quem chamava (através do som) os orixás eram os tambores.

O solo era sempre tocado três vezes; o três representa na cultura nagô ação, movimento, expansão … Tocar o solo três vezes era o gestual que significava o “assim seja”, o cumpra-se … Então quando, por exemplo, o nome de Ogum pronunciado, todos tocavam três vezes o solo; “assim seja”, “que Ogum venha até nós”…

No Brasil, os africanos, para consagrar o solo, para transformar o terreiro em uma pequena África, enterravam relíquias trazidas (da África) … tranformando (ritualmente) o solo brasileiro em solo africano (”chão” dos seus orixás).