domingo, 11 de março de 2012
Por que acendemos velas?
A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a “energia ígnea”, tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão…
A Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com os elementos da natureza: – água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral.
A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. Esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida. Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto. e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos.
O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos feitos.
* Irradiações = frequencia por onde flui as energias.
Cada Dimensão vibra numa frequencia e o fogo sendo uma energia não tem cor, mas frequência tem, por isso usamos velas coloridas que quando queimadas, queimam seu pigmento gerando uma frequencia que capta as irradiações do Alto. A vela branca, por ser a união de todas as cores irá fluir em todas as frequências.
Portanto, quando ascendemos uma vela para um guia ou orixá, estamos nos "conectando" a eles através de suas ondas vibratórias e não lhe "dando" luz.
quinta-feira, 8 de março de 2012
O PODER DAS VELAS
O PODER DAS VELAS
A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Gongá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.
Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela.
Se uma pessoa evoca suas forças mentais, com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível e as energias de retorno serão sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
Ao acender velas para as almas, para o anjo-da-guarda, para os pretos-velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Gongá, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: "A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe."
Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma árvore, ao lado de uma oferenda, apagá-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente que poderá acarretar sérios problemas, de ordem espiritual, com sua atitude.
VELAS QUEBRADAS OU USADAS
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens ou que não estejam quebradas. A princípio pensei tratar-se de mera superstição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente, evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos
FÓSFORO OU ISQUEIRO
Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.
Normalmente os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações que funcionam como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo, desta forma, uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativá-la para este fim.
VELA DE SETE DIAS
Na Umbanda alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos, de acordo com a Psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela, isoladamente, não há nenhum tipo de reforço que se baseie na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé, e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. Na prática, constatamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.
Lembretes:
Não recomendamos, aos Umbandistas, fazerem velas com restos de outras velas.
Os restos de velas estão impregnados das energias mentais de quem as acendeu. Aproveitar esses restos é o mesmo que querer aproveitar os restos dessas energias; como não sabemos com qual intenção as velas foram acesas, haverá fatalmente um choque entre diversas energias.
Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente, JAMAIS o faça soprando a vela. Velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.
Amados Irmãos de Umbanda, chegaremos em um momento na Umbanda, em que o Homem deverá estar plenamente consciente de que sua força mental é a sua grande aliada e nunca a sua inimiga. Deverá libertar-se gradativamente dos valores exteriores criados por sua mente e valorizar-se mais. Seu grande desafio é superar a si mesmo. Em vez de acender uma vela, deverá acender sua chama interior e tornar-se um iluminado, e, com o brilho dessa chama sagrada, mostrar o caminho aos seus irmãos.
domingo, 4 de março de 2012
ORIGEM DA PALAVRA UMBANDA
Existem algumas versões que são um tanto controversas sobre a origem da Palavra
Umbanda.
Conheça algumas delas:
Na África em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestrais (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palavra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" ou "o culto pelo qual o sacerdote curava", sendo que mbanda quer dizer "O Além - onde moram os espíritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além).
A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
0termo Umbanda, considerado a "Palavra Perdida" de Agartha, foi revelado
por Espíritos integrantes da Confraria dos Espíritos Ancestrais. Estes espíritos
são Seres que há muito não encarnam por terem atingido um alto grau de evolução,
mas dignam-se em baixar nos templos de Umbanda para trazer a Luz do
Conhecimento, em nome de Oxalá - O Cristo Jesus. Utilizam-se da mediunidade de
encarnados previamente comprometidos em servir de veículos para sua
manifestação.
BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"
A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"
Conheça algumas delas:
Origem 1
Na África em terras bantas, muito antes de chegada do branco, já existia o culto aos ancestrais (chamados depois no Brasil "guias"). Também era conhecida a palavra "mbanda" (umbanda) significando "a arte de curar" ou "o culto pelo qual o sacerdote curava", sendo que mbanda quer dizer "O Além - onde moram os espíritos". Os sacerdotes da umbanda eram conhecidos como "kimbandas" (ki-mbanda = comunicador com o Além).
Origem 2
A palavra Umbanda é um vocábulo sagrado da língua Abanheenga, que era falada pelos integrantes do tronco Tupy. Diferentemente do que alguns acreditam, este termo não foi trazido da África pelos escravos. Na verdade, encontram-se registros de sua utilização apenas depois de 1934, entre os cultos de origem afro-ameríndia. Antes disto, somente alguns radicais eram reconhecidos na Ásia e África, porém sem a conotação de um Sistema de Conhecimento baseado na apreensão sintética da Filosofia, da Ciência, da Arte e da Religião.
Os radicais que compõem o mote UMBANDA são,
respectivamente: AUM - BAN - DAN. Sua tradução pode ser comprovada através do
alfabeto Adâmico ou Vattânico revelado ao Ocidente pelo Marquês Alexandre
Saint-Yves d'Alveydre, na sua obra "O ARQUEÔMETRO".
AUM significa "A DIVINDADE
SUPREMA"
BAN significa "CONJUNTO OU SISTEMA"
DAN significa "REGRA OU
LEI"
A UNIÃO destes princípios radicais, ou AUMBANDAN, significa "O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS"
PEQUENO DICIONÁRIO DO UMBANDISTA
PEQUENO DICIONÁRIO DO UMBANDISTA
A
Abaré: Médium já desenvolvido.
Abaré-Guassu: Grande trabalho.
Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.
Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.
Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).
Amassi ou Amaci: Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água, deixando repousar durante sete dias. É destinado a banhar a cabeça dos médiuns. As folhas são do orixá chefe do templo e as de Ossain.
Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus negócios.
Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço, consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa. Considera-se que tenha o poder de afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc. Pode ser medalha, figura, inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
Abaré-Guassu: Grande trabalho.
Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.
Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.
Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).
Amassi ou Amaci: Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água, deixando repousar durante sete dias. É destinado a banhar a cabeça dos médiuns. As folhas são do orixá chefe do templo e as de Ossain.
Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus negócios.
Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço, consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa. Considera-se que tenha o poder de afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc. Pode ser medalha, figura, inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida”
do orixá ou da entidade do médium.
Aruanda: Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.
Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
Aruanda: Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.
Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
Babá: Termo que entra em grande número de palavras, com
diferentes significados. No sentido de pai, compõe o nome de diferentes
sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc. Chefe feminino nos
templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.
Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô). Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal. Substitui o Axogum; pode colher as ervas sagradas. Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.
Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.
Banda: Lugar de origem de entidade.
Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo. Usado como proteção.
Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô). Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal. Substitui o Axogum; pode colher as ervas sagradas. Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.
Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.
Banda: Lugar de origem de entidade.
Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo. Usado como proteção.
Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
Cabeça Maior: Pessoa de alta hierarquia no templo.
Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.
Calunga Grande: Mar; oceano.
Calunga Pequena: Cemitério.
Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.
Caricó: Templo, Terreiro.
Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.
Caruruto: Charuto.
Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes. Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.
Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.
Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó, no sentido de feiticeiro terrível.
Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades. É o médium.
Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina. São empregadas para trabalhos de umbanda. 1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.
Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium. Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída. Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.
Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.
Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.
Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.
Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia). Alguns usam coco, outros cabaça.
Compadre: Designação para Exu.
Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.
Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.
Calunga Grande: Mar; oceano.
Calunga Pequena: Cemitério.
Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.
Caricó: Templo, Terreiro.
Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.
Caruruto: Charuto.
Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes. Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.
Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.
Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó, no sentido de feiticeiro terrível.
Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades. É o médium.
Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina. São empregadas para trabalhos de umbanda. 1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.
Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium. Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída. Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.
Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.
Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.
Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.
Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia). Alguns usam coco, outros cabaça.
Compadre: Designação para Exu.
Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.
Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
Dar Firmeza ao
Terreiro: Riscar ponto na porteira,
sob o altar, defumar, cantar pontos, etc. São feitas antes de uma sessão, para
afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.
Dar Passagem: Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
Dar passes: Até da entidade, através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. E que abrem os caminhos.
Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.
Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.
Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.
Descer: Ato de orixá ou entidade incorporar.
Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.
Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades. Não cair no chão, controlar o transe, etc.
Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades – guias, os restos de oferendas.
Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.
Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada. Oferta feita por terreiros de Quimbanda com a finalidade de pedir o mal para alguém, geralmente colocado em encruzilhada. Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos. Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
Dar Passagem: Ato do orixá ou guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.
Dar passes: Até da entidade, através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc. E que abrem os caminhos.
Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.
Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.
Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.
Descer: Ato de orixá ou entidade incorporar.
Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.
Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades. Não cair no chão, controlar o transe, etc.
Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelos orixás ou entidades – guias, os restos de oferendas.
Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.
Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada. Oferta feita por terreiros de Quimbanda com a finalidade de pedir o mal para alguém, geralmente colocado em encruzilhada. Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos. Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
Encarnação: Ato de vir um
espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e
continuar sua evolução espiritual.
Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.
Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.
Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.
Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.
Entidades: Seres espirituais na umbanda.
Escora: Pessoa que suporta os ataques de espíritos obsessores sem ser prejudicada.
Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.
Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.
Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.
Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.
Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.
Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.
Entidades: Seres espirituais na umbanda.
Escora: Pessoa que suporta os ataques de espíritos obsessores sem ser prejudicada.
Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.
Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.
Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
Falange: O mesmo que legião,
conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente
(linha). Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas
e dirigidas por um “chefe” – espírito superior.
Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.
Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.
Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(Outra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo). Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).
Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.
Firmar: Concentrar-se para a incorporação.
Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.
Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.
Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.
Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.
Fundanga: Pólvora.
Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.
Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.
Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(Outra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo). Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).
Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.
Firmar: Concentrar-se para a incorporação.
Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.
Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.
Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.
Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.
Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.
Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.
Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.
Fundanga: Pólvora.
Gira: Sessão religiosa, com
cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.
Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.
Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade. Entidade espiritual, espírito superior. Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.
Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.
Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.
Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade. Entidade espiritual, espírito superior. Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium. Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.
Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.
Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
Homem das Encruzilhadas:
Exu.
Homem de Rua: Exu.
Homem de Rua: Exu.
Incorporação: Transe,
possessão mediúnica.
Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
Legião: Exercício de seres
espirituais, o mesmo que falange. Conjunto de seres espirituais de grande
evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.
Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.
Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa. Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.
Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.
Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.
Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.
Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.
Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.
Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual. Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa. Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade. Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo. Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.
Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.
Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.
Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.
Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.
Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
Macaia: Folhas sagradas.
Local das matas onde se reúnem os terreiros.
Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros. Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda. Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).
Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa. Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.
Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.
Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.
Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.
Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual. Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.
Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.
Mironga: Segredo, mistério.
Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros. Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda. Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).
Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa. Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.
Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.
Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.
Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.
Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.
Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual. Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.
Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.
Mironga: Segredo, mistério.
Orixá Cruzado: Entidade
pertencente às duas linhas.
Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.
Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.
Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
Padrinho: dirigente
espiritual, chefe de terreiro. Pai de Santo. Babalorixá. Termo utilizado na
Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um
Filho de Fé para batizá-lo.
Parati: Aguardente (Exu, Zé Pilintra).
Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa. Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora. Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações. PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).
Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.
Pito: Cachimbo (pretos-velhos).
Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.
Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade. É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.
Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.
Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.
Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.
Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Parati: Aguardente (Exu, Zé Pilintra).
Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa. Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora. Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações. PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).
Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.
Pito: Cachimbo (pretos-velhos).
Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.
Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade. É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las. Quando chegam e despedi-las quando devem partir. Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.
Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.
Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.
Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.
Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do templo.
Povo da Encruza: Exus.
Povo de Rua: Exus.
Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
Povo da Encruza: Exus.
Povo de Rua: Exus.
Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.
Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
Quartinha: Vasilha de barro.
Com alças é para feminino, sem abas orixá masculino.
Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.
Quimbanda: Linha ritual da umbanda que pratica a magia negra. Essa linha é assim chamada pelos umbandistas da “Linha Branca” pois os praticantes se dizem apenas umbandistas. A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços. Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda. Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão. As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda são raras. Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira. Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais. A cortina do conga fica fechada. A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte. No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu. São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas mágicas, galos e galinhas pretas. Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares. Não sendo negativos todos os despachos de rua. Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.
Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc. São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.
Quimbanda: Linha ritual da umbanda que pratica a magia negra. Essa linha é assim chamada pelos umbandistas da “Linha Branca” pois os praticantes se dizem apenas umbandistas. A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços. Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda. Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão. As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda são raras. Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira. Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais. A cortina do conga fica fechada. A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte. No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu. São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas mágicas, galos e galinhas pretas. Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares. Não sendo negativos todos os despachos de rua. Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.
Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc. São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
Rabo de Saia: Mulher na
linguagem dos pretos velhos e exus. Receber: Dar informação a entidade
espiritual, entrar em transe.
Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.
Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.
Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
Sessão de Umbanda:
Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual. Por
meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado,
pólvora, aguardente, defumações. Também sessão de desenvolvimento, de
aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque
de atabaque e danças.
Tomar Passe: Receber das
Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da
pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado,
encosto, castigo das entidades, etc. Tuia: Pólvora.
sábado, 3 de março de 2012
Pomba Gira Cigana
Pomba Gira – O poderoso Exu Feminino
Pomba Gira são entidades
espirituais imensamente faladas, e sobre as quais versa imensa controvérsia e
debates religiosos.
Há quem afirme que Pomba Gira é uma entidade espiritual que assiste
apenas a trabalhos Kimbanda, ( o que nas versões européias da bruxaria,
corresponde á magia negra), ao passo que muitos afirmam que Pomba Gira assiste
tanto á linha Umbanda , ( que no esoterismo europeu corresponde á Magia branca),
como Kimbanda. Outros ainda, defendem que Pomba Gira é uma entidade espiritual
chamada essencialmente a trabalhos esotéricos daquilo a que na magia ocidental
se chama de magia vermelha.
Seja como for, muitos professam
que Pomba Gira é simplesmente uma entidade espiritual ligada ao mundo
terreno, ao passo que outros afirmam que pomba gira é um Exu.
Um Exu é um Orixá africano, ou seja: um mensageiro entre o mundo
terreno e o mundo espiritual, ou seja: entre o céu e a terra, que na teologia
crista, que igualmente corresponde
Orun e Aiye, nas religiões
Africanas.
Nas
mitologias ocidentais, a figura de um Orixá poderia ser vista com alguma
latitude de interpretações: alguns defendem que é um Deus, outros que um
anjo.
È a este
mensageiro, (Orixá),que no decorrer de um processo místico, ( seja de contacto
com espíritos, seja de encomenda de serviços), todas as oferendas devem
cerimoniosamente ser dedicadas, a fim de garantir que o trabalho espiritual
realizado decorra com sucesso.
Exu é um
Orixá de temperamento vivo e brincalhão. Exu também é conhecido por possuir um
voraz apetite sexual. Exu gosta das coisas carnais e dos prazeres deste mundo, é
luxurioso, por vezes indecoroso e provocador. Exu é astuto como a serpente, e
por todos esses motivos, os primeiros Cristãos a contactar com os povos
Africanos, encararam esta divindade, (representada pelo falo erecto, um símbolo
da fertilidade), como a incarnação de Satanás junto dos povos africanos. Por
esse motivo, os cultos ligados a Exu foram fortemente reprimidos, e a religião
Africana acabou encontrando formas de secretamente perpetuar as suas crenças, ao
associar figuras da teologia Crista, ( anjos, santos, santas, etc), a entidades
do seu próprio culto religioso. Dessa forma, os padres e missionários cristãos
achavam ter conseguido uma plena conversão dos povos colonizados quando
observavam os rituais nativos de veneração a essa fugiras cristas, desconhecendo
que secretamente se estavam a perpetuar as crenças religiosas originais.
Pomba
gira é vista como um Exu feminino, um mensageiro entre este mundo e o mundo
espiritual, um espírito, ( que nas religiões Abraamicas do deserto seria
certamente visto como um anjo), de forte e vincada personalidade.
Pomba
gira é um espírito feminino também de luxúria, sendo que todos os prazeres e
coisas deste mundo lhe são agradáveis.
Muitos crentes, afirmam que pomba gira não é uma entidade, mas sim um
conceito que serve para identificar uma certa categoria de espíritos.
Há quem também afirme que os espíritos chamados «pomba gira», são
espíritos de mulheres que em vida foram amantes, prostitutas, ou simplesmente
mulheres especialmente ligadas ao prazer das coisas da carne, e que morrendo se
transformam em poderosas entidades espirituais.
Estes espíritos femininos, são capazes tanto de um grande mal , (
desviar comportamentos sexuais, causar tentações, separar casais, concretizar
cruéis vinganças, separar famílias, etc), como de um grande bem ( unir casais,
salvar casamentos, devolver harmonia ao lar, etc).
Sendo espíritos de mulheres falecidas, essas entidades tendem a
reencarnar periodicamente neste mundo. As que ainda não reencarnaram, tendem a
procurar médiuns com os quais se possam relacionar e assim incorporar
temporariamente.
Normalmente um espirito Pomba Gira incorpora numa mulher, embora haja
casos em que se afirma que tal sucede em homens. Afirma-se também que nesses
casos, a fortíssima influencia espiritual de pomba gira num homem, poderá
distorcer a sua orientação sexual, mas tal não se encontra
provado.
Afirma-se na teologia Umbanda e Kimbanda, que Pomba-Gira, ( o
conceito que serve para distinguir toda uma linhagem de espíritos feminis),
constitui na verdade uma enorme legião, subdividida em ramos distintos: existem
pombas giras ligadas ás encruzilhadas, ( Pomba Gira das 7 encruzilhadas), bem
como pombas giras ligadas a locais ermos, ( Pomba Gira Maria Mulambo), como
pombas giras relacionadas com ciganas, ( pomba gira Cigana), como pombas giras
afetas aos cemitérios, ( pomba gira Calunga)
No decorrer de um processo espiritual, milhares de pessoas já
afirmaram ter visto os seus desejos concretizados através deste tipo de
entidade, ao passo que outras viram todo o tipo de alterações milagrosas suceder
na sua vida.
As oferendas realizadas a pomba gira, são: charutos, bebidas fortes,
cigarros de boa qualidade, flores vermelhas, espelhos, jóias bonitas e
brilhantes, licores, bijuterias, perfumes e tudo aquilo que um espirito feminino
adora.
Os locais de oferenda, variam consoante a natureza da pomba gira em
questão.
As pomba gira são entidades espirituais de forte personalidade, pelo
que jamais se poderá quebrar a palavra dada, nem violar os termos de uma
instrução, nem mostrar desrespeito. Qualquer uma dessas falhas, pode resultar em
trágica conseqüência.
Contam os crentes, que em certas noites, podemos ouvi-las cantando e
dançando nos locais mais inesperados, ( lugares ermos, cemitérios), e sentir o
perfume doce e feminino das suas presenças invisíveis. Nessas noites, convém
afastar-se rapidamente desse local, sem olhar para traz, com todo o respeito e
discrição, respeitando a intimidade dessas valorosas Exu femininas.
Oxalá
Oxalá, na Umbanda representa o Orixá da paz e principalmente da fé.
O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxalá é o branco. O dia consagrado para ele é a sexta-feira. Sua saudação é Èpa Bàbá!. O Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. Simboliza a paz é o pai maior nas nossas nações na Religião Africana. É calmo, sereno, pacificador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertence os olhos que vêem tudo. Oxalá seja na Umbanda ou no Candomblé é o mesmo Orixá. O que muda da Umbanda para o Candomblé em relação aos Orixás é a forma de manifestação (incorporação), trato, simbolos e assentamentos, vestimentas, imagens etc. Porém, a essência do Orixá é a mesma. Em muitos lugares Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo, mas essa associação é sem fundamentos. Esse sincretismo é uma herança do aculturamento sofridos pelos negros ao longo do período colonial. Uma associação ora forçada pelos Jesuítas na imposição da fé Cristã, ora um símbolo de resistência onde da imagem do Santo Católico, se cultuava os Orixás africanos (por isso as datas dos festejos dos Orixás, coincidem com as dos Santos Católicos). A imposição e a própria resistência acabaram virando práticas populares. As imagens dos Santos Católicos se confundiram com as dos Orixás, não se sabendo onde começa um, e onde termina o outro. Porém, dentro do terreiro, ao som dos atabaques, pode até ter a imagem dos Santos, mas quem incorpora são os Orixás. Podem cantar pontos onde se escuta o nome de São Jorge, por exemplo, mas quem monta no "cavalo" é Ogum. Hoje em dia muitos terreiros estão deixando as imagens Católicas e cultuando os Orixás baseados em seus elementos, tais como: águas de Oxum, Ferro de Ogum, Otá (pedra) de Xangô. Ou utilizando-se de assentamentos, onde ali é colocada uma parte da essência do médium e parte da essência do Orixá. _____________________________________________________________________________________________-
Oxalá é o trono positivo regente da FÉ. É um orixá masculino, de polaridade positiva e é universal, ou seja irradia a fé. Oxalá pertence ao grupo de Orixás Anciãos, que são orixás antigos e muito evoluídos,que geralmente direcionam as pessoas e que quando incorporam, o fazem com o rosto de cabeça cobertos por um pano.
O orixá Oxalá maior (que é a emanação mais pura do Criador) dividi-se em sete Oxalás Planetários, que por sua vez dividem-se em 7 Oxalás intermediários, que se dividem em 7 Oxalás intermediadores.
O elemento representativo da linha da Fé é o Cristal (Tanto para Oxalá quanto para Oiá-tempo, que é o orixá que polariza com Oxalá formando a dualidade na linha da fé). Oxalá aceita velas brancas, visto que seu próprio nome quer dizer " o Senhor do Branco", porém aceita também velas douradas e prateadas, podendo, enfim, aceitar qualquer outra cor, tudo depende do pedido a ser realizado
A linhagem de Oxalá é composta por caboclos, e geralmente é direcionada para curas e encaminhamentos. Alguns exemplos de caboclos de Oxalá são: os Pena-Branca; os Pedra-Branca; os Raio de Luar; os Raio de Luz, entre outros.
Características dos filhos do orixá Oxalá
Umas das características dos filhos de Oxalá é marcar naturalmente sua presença por onde passam pois tem a aura de autoridade e poder do orixá maior da umbanda e candomblé.
Brilham com facilidade em qualquer ambiente, tanto pelo porte sempre altivo como pelo dom da palavra, que geralmente está associado a este orixá.
Os filhos de Oxalá geralmente são cuidadosos e generosos, e um pouco perfeccionistas e detalhistas ao extremo.
Geralmente o filho de Oxalá é alegre, gosta profundamente da vida, é falador, brincalhão e fanfarrão. Ao mesmo tempo é idealista, defendendo os injustiçados, os fracos e os oprimidos.
Pode-se ver muitos filhos de Oxalá atuando em ong’s e projetos assistenciais. Orgulhoso, é sedento por feitos gloriosos, como todos os guerreiros, mesmo que em função de atos caridosos, pelos quais são conhecidos.
Curiosos, especialmente aqueles que tem como orixá de cabeça o jovem Oxaguiã e dados a liberdade em todos os sentidos, apreciam o amor livre, detestam ser mandados. São sedutores e flertam com todos.
Podem se tornar pais excelentes e mães muito amorosas. Dedicam-se com carinho e ternura às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e gostam da companhia delas, na maioria das vezes. Aqueles que tem a versão mais velha do Oxalá, o velho Oxalufã, podem se tornar um pouco impacientes com crianças.
Relacionam-se com facilidade com os filhos de outros orixás, mas, é sabido por todos aqueles que frequentam os terreiros de umbanda e candomblé que os filhos de Oxalá têm sempre uma certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem e demoram a estabelecer confiança em alguém, mas quando se torna amigo, é um grande companheiro.
Oxalá – o orixá supremo do candomblé /umbanda
Uma das características dos filhos de Oxalá é que eles são um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade, podendo se tornar um pouco ranzinzas. Para alguns filhos deste orixá, sua opinião deve ser ouvida e imposta até os extremos e não raramente por causa dessa característica, os filhos de Oxalá de desentendem com filhos de Iansã, Ogum e Xangô, principalmente.São, também, pessoas de grande capacidade de liderança, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades ou no ambiente de trabalho, pois inspiram com muita força através do seu discurso. Os filhos de Oxaguiã são bons oradores, e falam muito bem na maioria das vezes. Podem também ter talento especial para a escrita.
Os filhos de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais normalmente são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos.
Gostam de dominar e liderar as pessoas, especialmente as filhas deste orixá. Em contrapartida, são muito delicadas, caprichosas, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza, harmonia e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitadas, caso contrário, não há diálogo possível.
Os filhos de Oxalá geralmente perdoam facilmente, sabem ver que sentimentos negativos só atrasam. Sabem conquistar com seu jeitinho elegante, refinado e sincero. São calmos e dóceis, na maioria das vezes, andam com a postura reta, que representa sua natural elegância. Tem gostos caros e apreciam especialmente um bom vinho.
A velhice tende a tornar os filhos de Oxalufã irritados e rabugentos, para aqueles que tem a versão mais jovem, Oxaguiã, a idade pode trazer mais concentração e geralmente os filhos deste orixá alcançam a estabilidade financeira quando estão mais velhos. Os filhos de Oxalá podem ser também muito teimosos.
Os filhos de Oxalá são vaidosos, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.
Culto a Oxalá:
Os filhos de Oxalá e de todos os outros orixás devem guardar a sexta-feira como um dia consagrado ao orixá maior e por esta razão todos devem vestir branco e não comer carne, especialmente carnes vermelhas.Neste dia a maioria das pessoas ligadas a umbanda/candomblé acendem velas brancas pedindo proteção a Oxalá. É excelente dia para tomar um banho energizante de alecrim, da cabeça aos pés.
- Dia da semana relacionado ao orixá: sexta-feira
- Cores: branco leitoso para Oxalufã e para Oxaguiã o azul turquesa é aceito juntamente com o branco.
- Oferendas principais: Milho branco, inhame pilado, pombo, vela branca.
- Ervas Sagradas: Tapete de Oxalá (boldo), alecrim, manjericão
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A Umbanda e sua formação
A Umbanda, atualmente praticada na maioria dos templos de Umbanda, foi formada no mundo espiritual basicamente por meio da contribuição de quatro cultos ou religiões.
A primeira contribuição foi fornecida pelos cultos das nações Africanas que chegaram ao Brasil na época da colonização, na condição de escravos, e doaram à Umbanda o culto aos Orixás (Ori = Cabeça. Xá =Senhor), os quais são formas espirituais de elevada envergadura que dirigem as manifestações espirituais que ocorrem em nossos templos e trabalhos. Os Orixás comunicam-se no mundo dos homens através de nossos Guias espirituais, os quais comunicam-se com o nosso mundo através dos médiuns, uma vez neles incorporados ou através da psicografia. (Psicografia - do grego, escrita da mente ou da alma. Segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos).
A segunda contribuição veio do Catolicismo, a princípio por imposição do colonizador português, ou europeu, que era devoto do catolicismo, a religião predominante na Europa naquela época. O negro escravo se viu obrigado a cultuar os Santos católicos sem desagradar aos Orixás africanos dos quais era devoto. Por esse motivo nasceu nas senzalas o sincretismo religioso, no qual os escravos africanos cultuavam os Santos Católicos que em vida apresentaram características dos Orixás africanos, como exemplo Ogum, o Orixá protetor contra as guerras foi sincretizado no sul e no sudeste do Brasil a São Jorge, santo caçado pela igreja católica, que em vida foi militar romano. Devido a esse sincretismo os ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo enraizaram-se de tal forma na formação da Umbanda, que hoje é praticamente impossível separar o santo católico do Orixá africano, onde um santo católico pode ser cultuado como um Orixá, mas um Orixá nunca será cultuado como um santo católico.
A terceira contribuição veio do culto das nações indígenas brasileiras, que juntando-se ao ritual africano, concedeu à Umbanda as bases de seu culto, transmitindo por meio da presença de espíritos conhecidos como "caboclos" (índios e mestiços de índio com o branco, ou do índio com o negro, etc.) a força e a autoridade presentes nos cultos umbandistas. Alguns princípios como a aplicação de passes e defumações em nossos rituais tem origem nessa remota época. Ainda hoje podemos ver em documentários, os pajés de praticamente todas as nações indígenas aplicarem passes ou incorporarem espíritos da natureza, em programas exibidos em canais de televisão.
E a quarta contribuição veio do Espiritismo, codificado por intermédio de Hippolyte Léon Denizard Rivail, médico descendente de tradicional família de advogados e magistrados. Nasceu em Lion na França, em 3 de outubro de 1804 e ficou conhecido mundialmente por Allan Kardec “o codificador”. O Espiritismo por meio das obras kardecistas permitiu a Umbanda estudar os fenômenos espirituais presentes em seus cultos, bem como a compreensão clara do Evangelho de Jesus Cristo, Senhor absoluto do culto umbandista, depois de Deus, nosso grande Pai.
Os Orixás são seres regentes na Umbanda, alguns deles têm grande atuação sobre a natureza e seus fenômenos. São os Orixás que protegem os seguidores da Umbanda, e nos transmitem seus ensinamentos através dos Guias trabalhadores na Umbanda, que manifestam-se durante os trabalhos. Desses ensinamentos, três são básicos e contém em sua essência os padrões que todo homem deveria seguir.
Ensinamentos básicos da doutrina umbandista:
Fé,
Caridade,
Fraternidade.
A fé que devemos ter em Deus, em Seus ensinamentos, nas Suas leis e em Seu amor por todos nós.
A caridade que deve ser praticada a todos sem distinção de credo, raça, posição social ou intelectual. A caridade e o perdão das ofensas São os maiores ensinamentos de Jesus, o Oxalá da nossa Umbanda, que nos deixou escrito que fora da caridade e do perdão, não há salvação.
A fraternidade, ou seja, querer nosso próximo como se fosse nosso próprio irmão, independente de qualquer distinção ou discriminação. Sem a fraternidade, irmã da caridade, você não pode semear amor.
A Umbanda trabalha com vários objetivos, o principal deles é combater toda e qualquer forma de maldade, seja ela gerada ou não por feitiçarias. E tenha certeza de que existem aqueles que fazem esses trabalhos, constatamos que é incrível a capacidade que o ser humano possui de fazer o mal ao seu semelhante.
É contra esses fenomenos que lutam os Guias, protetores e médiuns que comparecem e trabalham nos Templos de Umbanda.
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A primeira contribuição foi fornecida pelos cultos das nações Africanas que chegaram ao Brasil na época da colonização, na condição de escravos, e doaram à Umbanda o culto aos Orixás (Ori = Cabeça. Xá =Senhor), os quais são formas espirituais de elevada envergadura que dirigem as manifestações espirituais que ocorrem em nossos templos e trabalhos. Os Orixás comunicam-se no mundo dos homens através de nossos Guias espirituais, os quais comunicam-se com o nosso mundo através dos médiuns, uma vez neles incorporados ou através da psicografia. (Psicografia - do grego, escrita da mente ou da alma. Segundo o vocabulário espírita, é a capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos).
A segunda contribuição veio do Catolicismo, a princípio por imposição do colonizador português, ou europeu, que era devoto do catolicismo, a religião predominante na Europa naquela época. O negro escravo se viu obrigado a cultuar os Santos católicos sem desagradar aos Orixás africanos dos quais era devoto. Por esse motivo nasceu nas senzalas o sincretismo religioso, no qual os escravos africanos cultuavam os Santos Católicos que em vida apresentaram características dos Orixás africanos, como exemplo Ogum, o Orixá protetor contra as guerras foi sincretizado no sul e no sudeste do Brasil a São Jorge, santo caçado pela igreja católica, que em vida foi militar romano. Devido a esse sincretismo os ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo enraizaram-se de tal forma na formação da Umbanda, que hoje é praticamente impossível separar o santo católico do Orixá africano, onde um santo católico pode ser cultuado como um Orixá, mas um Orixá nunca será cultuado como um santo católico.
A terceira contribuição veio do culto das nações indígenas brasileiras, que juntando-se ao ritual africano, concedeu à Umbanda as bases de seu culto, transmitindo por meio da presença de espíritos conhecidos como "caboclos" (índios e mestiços de índio com o branco, ou do índio com o negro, etc.) a força e a autoridade presentes nos cultos umbandistas. Alguns princípios como a aplicação de passes e defumações em nossos rituais tem origem nessa remota época. Ainda hoje podemos ver em documentários, os pajés de praticamente todas as nações indígenas aplicarem passes ou incorporarem espíritos da natureza, em programas exibidos em canais de televisão.
E a quarta contribuição veio do Espiritismo, codificado por intermédio de Hippolyte Léon Denizard Rivail, médico descendente de tradicional família de advogados e magistrados. Nasceu em Lion na França, em 3 de outubro de 1804 e ficou conhecido mundialmente por Allan Kardec “o codificador”. O Espiritismo por meio das obras kardecistas permitiu a Umbanda estudar os fenômenos espirituais presentes em seus cultos, bem como a compreensão clara do Evangelho de Jesus Cristo, Senhor absoluto do culto umbandista, depois de Deus, nosso grande Pai.
Os Orixás são seres regentes na Umbanda, alguns deles têm grande atuação sobre a natureza e seus fenômenos. São os Orixás que protegem os seguidores da Umbanda, e nos transmitem seus ensinamentos através dos Guias trabalhadores na Umbanda, que manifestam-se durante os trabalhos. Desses ensinamentos, três são básicos e contém em sua essência os padrões que todo homem deveria seguir.
Ensinamentos básicos da doutrina umbandista:
Fé,
Caridade,
Fraternidade.
A fé que devemos ter em Deus, em Seus ensinamentos, nas Suas leis e em Seu amor por todos nós.
A caridade que deve ser praticada a todos sem distinção de credo, raça, posição social ou intelectual. A caridade e o perdão das ofensas São os maiores ensinamentos de Jesus, o Oxalá da nossa Umbanda, que nos deixou escrito que fora da caridade e do perdão, não há salvação.
A fraternidade, ou seja, querer nosso próximo como se fosse nosso próprio irmão, independente de qualquer distinção ou discriminação. Sem a fraternidade, irmã da caridade, você não pode semear amor.
A Umbanda trabalha com vários objetivos, o principal deles é combater toda e qualquer forma de maldade, seja ela gerada ou não por feitiçarias. E tenha certeza de que existem aqueles que fazem esses trabalhos, constatamos que é incrível a capacidade que o ser humano possui de fazer o mal ao seu semelhante.
É contra esses fenomenos que lutam os Guias, protetores e médiuns que comparecem e trabalham nos Templos de Umbanda.
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